Oum Kalthoum

Por Carol Alzei

oum2Oum kalthoum é um dos maiores nomes da música egípcia, sua data de nascimento é incerta, consta entre 1898 e 1904.  Faleceu no dia 03 de fevereiro de 1975, devido a um ataque cardíaco.

Nos vídeos de suas apresentações podemos observar a comoção da plateia quando ela se aproxima para começar a cantar. A sua voz contralto emociona os egípcios de uma maneira fortíssima até hoje.

Resolvi escrever sobre ela aqui no blog, justamento pela minha vontade de pesquisar essa cantora incrível e, também, porque em sala de aula fiquei sabendo: as músicas dela não foram feitas para ser dançadas. Fiquei decepcionada, inicialmente, mas depois absorvi essa frase de impacto e compreendi. Claro, as músicas dela podem variar de 40 minutos até mais de 02 horas de duração.

São apresentações com orquestras, letras cheias de poesias, verdadeiras histórias de amor. A intenção  era que as músicas fossem apenas apresentadas, assim como os grandes clássicos da música ocidental que são utilizados constantemente no balé.

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Pesquisando sobre a cantora, entendemos o motivo dela ser tão querida: além de suas letras tocarem profundamente na alma do espectador, seus espetáculos eram abertos ao público em geral, diferentemente de outros artistas de sua época, que realizavam mais apresentações privadas.

Oum Kalthoum nunca esqueceu de sua origem simples. Nasceu na aldeia Tamay ez-Zahayra, na região Delta do Nilo.Seu pai a ensinou a recitar o Corão e assim ela podia mostrar um pouco do seu enorme talento em casamentos e festas.

Nos anos 20, ela e sua família se mudaram para o Cairo, onde sua fama internacional se iniciou. A intérprete teve aulas com diversos músicos para aperfeiçoar seu dom. Conheceu o poeta Ahmad Rami, que escreveu 137 canções para ela, segundo as fontes pesquisadas. Com ele, aprendeu muita coisa sobre literatura, o que colaborou para o jeito poético de brincar com a música.  A cantora formou uma orquestra com o compositor Mohammad el Qasabig, que introduzia instrumentos da música ocidental nas composições. O sucesso de Kalthoum foi enorme. Além da música, ela participou de filmes e tinha um programa de rádio.

oum1Somente com esse pouquinho de informação sobre ela, já podemos entender, porque esta fascina até hoje todos os interessados em estudar a cultura árabe. Para nós, bailarinas de Dança do Ventre, Oum Kalthoum é a dona de algumas das canções mais lindas que ouvimos quando iniciamos e por toda vida de bailarina.

Apesar de não dançarmos as músicas dela em suas versões originais, há adaptações para a dança. Inta Omri, sua canção mais famosa tem inúmeras versões, inclusive remixes eletrônicos cheio de fusões. Uma música bem recente da Carole Samaha, Wahshani Bladi, é uma adaptação da introdução de Leilat Hob. De acordo com o blog Ísis Zahara, a primeira bailarina que dançou uma versão instrumental da Kalthoum, foi a Suheir Zaki.

O estudo de Oum Kalthoum é interminável. Nós devemos estudá-la incansavelmente, não com o objetivo, apenas, de dançar as adaptações de suas canções, mas para compreender o sentimento árabe, tornando nossa dança mais emocionalmente contextualizada, mais poética. Com a voz linda e penetrante que ela tem, não é difícil ficar horas ouvindo-a e reparando sua orquestra. Provavelmente, falarei mais dela por aqui, pois continuarei pesquisando e sempre com um ouvido atento para as descobertas que as músicas dela proporciona.

 Fontes:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Umm_Kulthum
http://www.isiszaharaonline.com/br/1/a-musica-egipcia-e-om-kulthum/
http://cadernosdedanca.wordpress.com/2011/02/24/oum-kalthoum/

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