O Derbake

Por Maristela Rosa

derbake
O instrumento: derbake

Resolvi falar do derbake porque nesses últimos meses tenho tido a experiência de dança em um restaurante árabe e constatei que, sem dúvidas, o derbake é o ritmo que mais chama a atenção do público. A batida intensa, acompanhada pelo corpo da bailarina deixa todo mundo vidrado. “Como ela treme daquele jeito?” eles pensam.

Bom, aqui no Brasil, é comum chamarmos a música árabe percussiva de Derbake, porem o derbake não é o ritmo e sim um instrumento de percussão. Sobre a origem do instrumento o site www.derbake.com.br nos informa que “O derbake é um instrumento de percussão originário dos países árabes, no oriente médio. O instrumento recebe diversos nomes e variações em sua estrutura, dependendo da região ou país de utilização”.

O instrumento pode ser chamado de tabla, durbak, dirbakki, darbuka e outros nomes. Os materiais usados são variados também: pode ser feito de barro ou madeira, com peles de couro de peixe ou carneiro. Pode ser feito também de alumínio fundido com pele de nylon sintético.  O instrumento entrou no Brasil nos anos 70, confeccionado pelo percussionista Fuad Haidamus (pai da percussão árabe no Brasil).

O derbake permite variações de intensidade, som e ritmo. De um lado o “Dum”, como o som mais grave e do outro o “Tak”, como o som mais agudo.  O momento máximo deste instrumento é o solo de derbake, onde o músico cria combinações de ritmos utilizando o instrumento.

Dica para estudo: De acordo com o site www.centraldancadoventre.com.br   o solo de derbake é “onde a bailarina realiza uma dança em sintonia com os toques de derbake”, assim é importante que a bailarina conheça bem as variações do solo que irá dançar e que saiba traduzir essas variações em seu corpo. Perceba quando a música acelera, quando há as marcações de “tak”/ “dum” e esteja atenta ao ritmo. E, o mais importante, sinta a música e seja feliz!

Escolhi um vídeo da incrível Nur, que é uma bailarina que eu realmente amo! Reparem nesse quadril que, praticamente, tem vida própria! Olhem ainda a alegria dela dançando e como os movimentos casam com a música. É como se cada batida saísse do próprio corpo dela. ADORO!

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