Que bailarina sou eu?

Por Carol Alzei

Durante os últimos dias, eu tenho refletido muito sobre o autoconhecimento que a dança nos proporciona. Quem é a bailarina Carol? O que ela gosta de dançar? Quais os movimentos que ela ama fazer? Desde a minha primeira aula de dança do ventre, eu descobri que dançamos exatamente aquilo que somos. Não temos como ser uma coisa e dançar outra, porque a dança é um reflexo dos nossos sentimentos. No início, eu era bem ansiosa e minha dança era mais acelerada ainda. Com o tempo fui mudando algumas posturas na minha vida e consegui respirar, acalmar meus movimentos. Do mesmo modo que trabalhar a calma entre um passo e outro, ajuda o meu ritmo na vida. Por isso sempre que minhas professoras falam comigo: “no ritmo, Carol”, eu penso em viver o “aqui e agora”.

the-art-of-belly-dance-tracey-harrington-simpsonA expressão “Aqui e Agora” deve ser levada sempre em conta na hora de dançar. A dança para ser bonita para a bailarina e para o público, deve silenciar o passado e o futuro, ser apenas o presente, dançar o tempo que a música dura, viver cada passo, cada movimento, como se fosse o último, aqui e agora. É essa descoberta do meu aqui e do meu agora que eu busco pra minha dança, a poesia do silêncio e da sintonia com a música. Dançar é escutar a música com o corpo inteiro, é ter a humildade de obedecer a um ritmo, a uma melodia, a uma voz. São elementos que ajudam o nosso corpo a descobrir o que somos.

Mas não vamos conseguir isso de um dia pra noite, nem com um currículo extenso de workshops e cursos, nem com o tempo x de dança. Vamos descobrir isso quando for a nossa hora, no nosso tempo, no ritmo que só pertence a nós mesmas. Devemos respeitar nossos limites, respeitar as técnicas, o estilo que escolhemos pra dançar e, principalmente, respeitar aquilo que a gente acredita. No mundo da dança do ventre, assim como nas outras danças, existe uma diversidade de gostos e estilos, muitas vezes nos questionamos se o que estamos fazendo é correto, no entanto, não existe o certo ou errado quando se trata de emoções e transparência da nossa dança. Cuidemos da nossa técnica, estudemos e então, cada vez mais, estaremos nos surpreendendo com a bailarina e a pessoa que somos.

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