Música e imaginação

Por Carol Alzei

Se tem uma coisa que eu agradeço de joelhos por terem inventado é o fone de ouvido. Como facilita minha vida de bailarina. Se alguém me ver na rua ou no ônibus, pode até pensar que estou normal, mas dentro de mim tem um palco. Não importa o quanto lata de sardinha esteja o ônibus, dentro de mim há espaço. Nesse espaço eu giro sem parar, faço arabesques alongadíssimos, sou diva, deusa e princesa!

A bailarina da minha imaginação dança tão lindamente que borboletas voam para perto dela enquanto ela faz delicados movimentos de braços. Ai, como é bom dentro da gente ter tanta vida, tanto sonho. Grande parte disso é graças a música saindo no fone de ouvido, que nos leva a um outro mundo enquanto os ruídos da realidade são fortes demais.

Engraçado é me pegar balançando o ombrinho, deixando meus passos no ritmo da música, segurar o quadril para ele não dar um tremidinho enquanto espero o sinal abrir. Quase já fui atropelada por estar estudando uma clássica na hora de atravessar a rua. Sempre é bom ter atenção! Nas duas coisas, na rua e na clássica.

Coisa linda mesmo, os fones de ouvido que nos ajudam a estudar as músicas no caminho. No entanto, o mais importante é a imaginação: dentro da aparência normal de uma pedestre há sempre uma bailarina mágica que pode até voar.

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